QUASE SEMPRE FOI UMA MINORIA CRIATIVA E EMPENHADA QUE FEZ O MUNDO MELHOR 
- Martin Luther King
Sou movido por mudanças que geram os melhores resultados para a vida

Hoje eu entendo que a palavra superação é o melhor exemplo do crescimento de uma pessoa, mas na minha infância não tinha noção disso. Acho que  a palavra que melhor representa minha infância é: desbravador. Era isso o que eu queria ser. E fui!

Passei minha infância em São Paulo até quase dez anos de idade e para falar a verdade não tenho muitas lembranças de lá. Nem recordações especiais. Mas, em Minas Gerais, minhas férias me rendiam muitas palmadas, segundo familiares. A liberdade de uma cidade pequena fazia com que eu ultrapassasse todos os limites e aprontasse todas e, acho que foi assim que começou a minha busca por desafios. Aqui nas Gerais tem um adjetivo perfeito para mim: Eu era da "pá virada"!

Já morando em Minas, com meu gênio forte e meus 10 anos de idade, fui sozinho me inscrever em um curso de flauta no conservatório de música da cidade. Queria aprender algum instrumento, e escolhi a flauta pela facilidade: um instrumento barato e fácil de encontrar em qualquer “venda” da cidade. Por ser tão novo, não consegui fazer a matrícula sozinho, obviamente, mas convenci a minha mãe a me matricular. Foi o primeiro desafio superado para conseguir o que eu queria!

Além de música, sempre gostei muito de esporte, então, no ano seguinte, fiz minha primeira corrida de rua. Confesso que foi uma tentativa bem frustrada: não entendia a importância do treino e sem treinar não rendi como gostaria. Achei que comer açúcar me daria energia suficiente para me mandar bem na corrida - coisa de criança!

Como não treinei, tentei encontrar uma maneira mais fácil de chegar ao objetivo final rapidamente: chegar na frente. Corri, completei a prova, mas o resultado foi bastante frustrante. Foi minha primeira frustação com resultados.

Na escola, por ser o mais novo da turma, a gurizada pegava no meu pé. Mas nada que algumas reprovações não resolvessem o problema – o jogo virou quando passei a ser o mais velho. Claramente não é a forma mais adequada de se lidar com a situação, mas mesmo assim, esse episódio acabou por me dar experiência. Foi o início de um preparo para as lideranças que ainda assumiria na vida.

Meu pai trabalhava viajando e ficava metade do tempo longe de casa. Por conta disso, me transformei no braço direito da minha mãe:  ajudava-a com algumas coisas de casa, quando bem pequeno e me lembro de sair com ela nos finais de semana para vender colchas de crochê, de porta em porta!

Já minha adolescência foi tumultuada e acabei sendo um rebelde sem causa, apesar de hoje entender os motivos.

Em 1995, a vida me pregou uma peça, um baque muito grande: perdi minha mãe de uma maneira inesperada e trágica. Perdi a referência, minha vida ficou sem norte.

Pouco tempo depois, minha irmã engravidou e se casou. Morei praticamente sozinho com o meu irmão mais novo e me tornei sua referência de vida.

Eu estava em fase de vestibular e queria continuar presente na vida do meu irmão, então foi assim que decidi cursar Administração na minha própria cidade. Gostei do curso e aprendi muito, unindo o trabalho aos estudos.

Nesse período, também retomei minha vontade de menino em aprender música, tocar um instrumento: escolhi a guitarra e ela passou a ser minha maior companheira! Foi, realmente, um período de aprendizado e maturidade.

Após a faculdade, apostei na minha carreira dentro da empresa da família, uma indústria metalúrgica onde trabalhei por quase 15 anos. Mas há 4 anos, migrei para a hotelaria, setor que eu gosto muito.

Durante esse período, tive problemas no trabalho e significativos problemas familiares e afetivos. Errei, me decepcionei e esse turbilhão de desarmonia me deixou estagnado, mas, como sempre fui um empreendedor, continuei empreendendo e arriscando. Foram erros e acertos, que fizeram parte do meu caminho.

Conheci minha esposa e minha vida começou a acertar a direção. Logo, teve a grande mudança: era hora de ser pai!

Eu, que não imaginava ser pai quando mais novo, agora vivia esse novo desafio. Com a notícia, tive uma ação do tipo: "recalculando rota".

A notícia da gravidez começou a me deixar inquieto sobre o momento que eu estava vivendo. Ser responsável por cuidar de alguém exigia novos rumos pessoais e profissionais.

Definitivamente, era hora de trazer algo melhor para mim, para que eu pudesse ser uma pessoa melhor para ele!

Essa caminhada deveria ser mais intensa, com passos mais largos e distância multiplicada. E tudo isso exigiria de mim muita energia e força de vontade para seguir em frente.

Minhas 4 Paixôes ( 4P´s )= Familia | Viagens | Esportes | Música

MINHA TRANSFORMAÇÃO
Considero que minha vida resolveu dar partida mesmo com o nascimento do meu filho Guilherme, em 2013. Como isso mexeu comigo! Isso me fez refletir de um modo intenso e profundo sobre quem eu era, o que queria, que tipo de exemplo seria para ele. O senso de responsabilidade bateu na porta, sabe? E eu entendi que precisava melhorar, por mim e por ele. Minha maior vontade era que a nossa relação se baseasse em um pilar principal: o ORGULHO! Na época, meus negócios não andavam nada bem e meu último investimento já estava indo de mal a pior. Isso sugava todas as minhas energias: foi um momento de muito estresse, nervosismo e exaustão! Tudo isso interferiu diretamente na minha relação com a família, que é algo que eu tenho de mais precioso. Foi aí que veio o estalo: era hora de colocar um basta e dar o primeiro passo. Olha, não sei te dizer exatamente como foi que cheguei ao Caminho de Santiago. Aliás, acredito que tenha sido “o chamado”; nós, peregrinos, dizemos que o caminho nos chama no momento certo. Quando me dei conta, já estava pesquisando mais sobre a peregrinação e o envolvimento das pessoas com a magia do caminho. Me interessei de imediato e resolvi fazê-lo. Eis que o momento chegou. Foi em 2014, quando meu filho tinha pouco mais de um ano. Com o apoio de minha esposa, pedi férias do trabalho e me preparei física e psicologicamente por alguns meses para a jornada que duraria 16 dias.
Escolhi fazer o Caminho de Santiago de bicicleta. É que, além de levar menos tempo (não poderia ficar tanto tempo ausente), me dava a oportunidade de seguir meu próprio ritmo e entrar em contato comigo mesmo de maneira introspectiva. Se é que posso definir a experiência em palavras, eu diria que foi perfeito, mágico e realmente transformador. Fui com a mente e o coração abertos, e isso fez toda a diferença. Fui de um jeito. Voltei de outro! Lembra das perguntas que me fiz no começo? Encontrei a resposta para várias delas. O Caminho me fez mais solidário e aprendi a encontrar valor nas pequenas coisas: numa história de vida, num copo d’água ou num “buen camino” que uma pessoa desconhecida me desejava. Eu, que sempre fui movido a desafios, encarei e realizei mais esse. E as realizações não ficaram por lá: eu sabia que o caminho iria continuar por aqui – agora mais longo, no meu ambiente profissional e pessoal. Outras perguntas ainda precisariam de respostas, mas, agora era diferente, pois eu estava pronto e renovado para o início do verdadeiro caminho: o da vida! Hoje vivo os ensinamentos obtidos no Caminho e almejo uma meta mais ambiciosa para minha vida: quero chegar ao topo da montanha! Essa metáfora eu levei para a minha vida assim que cheguei. Voltei para o meu trabalho, para a minha família, e para os meus projetos pessoais – voltei para o esporte também. Corri maratona, mas não com o objetivo de vencer: queria apenas ser contemplado com as minhas próprias vitórias, queria senti-las internamente. Queria colocar em prática o que aprendi: mostrar a mim mesmo o quão forte e capaz eu sou de trilhar novos caminhos e enfrentar desafios. Novos chamados virão. A jornada é longa, e não pode parar!

E COMO VIM PARAR NO COACH?

Algumas descobertas vieram à tona. A principal delas é que eu me encontrava em um período de transformação e enxergava minha evolução até ali. Resolvi então cuidar MAIS das minhas ações, valorizar MAIS as minhas melhores relações, e ajudar MAIS as pessoas a encontrarem uma vida plena e mais feliz. Exatamente o que estava fazendo comigo mesmo.

Sou determinado, persistente e incansável nos meus objetivos, então não foi difícil partir para mais esse novo desafio. Quero o melhor para mim e quero voar mais alto: levar o que acredito às pessoas.
Esse é um projeto no qual sempre quis trabalhar. Ajudar e contribuir com as pessoas. E agora, resolvi fazer de uma maneira profissional, pois entendo que as pessoas podem ser transformadas e a principal transformação é acreditar nos seus sonhos e busca-los incansavelmente.

FORMAÇÃO

  • Formado em Administração de Empresa pela UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei)
  • Pós Graduação Latu senso em Controladoria pela UFSJ
  • MBA em Finanças pela UFSJ
  • PPC – Sociedade Brasileira de Coaching
  • Empretec – SEBRAE
  • Cursos na área de ISO 9001 – Melhoria Contínua – Ferramentas de Indicadores de Desempenho
  • Auditor interno - Auditor Líder de ISO 9001
  • Cursos na área de ISO 18001 – Compliance Ambiental – Leis de Crimes Ambientais
  • Auditor Interno de ISO 18001
  • Curso de Avaliação Pessoal – Avaliação 360º